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Cimento de Óxido de Zinco e Eugenol (OZE)

Postado por: | 7 de abril de 2012 | Materiais Dentários, Resumos - 12 Comentários

Um dos vários tipos de produtos formulados para serem usados como base, agente de cimentação, material restaurador e material de moldagem, que é baseado na reação entre o óxido de zinco (pó) e o eugenol (líquido), ou, às vezes, na forma de duas pastas. Seu pH é de aproximadamente 7 no momento da aplicação, o que faz com que eles sejam, potencialmente, os menos irritantes de todos os materiais dentários.

Apresentação

  • Pó e líquido
  • Pasta e pasta

Composição básica:

Pó ( isolamento térmico)

  • Óxido de zinco (ZnO) -70%
  • Óxido magnésio(MgO)
  • Resina hidrogenada
  • Sais de zinco (estearato, acetato, propionato, succinato (aceleradores de presa)
  • Colofônia, mica (resistência)

Líquido

  • Eugenol (óleo de cravo) -70%
  • Óleo de oliva ou óleo de algodão
  • Ácido acético
  • Ácido orto-etóxi-benzóico- (EBA) – resistência- Tipo III e IV

Agente de forramento – ADA no 30
Tipos:

  • Tipo I
  • Tipo II
  • Tipo III
  • Tipo IV

Funções:

TIPO I: Cimentação e forramento temporário; é usado para cimentação provisória. A resistência do cimento temporário deve ser suficientemente baixa para permitir a remoção da restauração sem traumatizar o dente e danificar a restauração. Ele sela a cavidade, surpreendentemente bem, contra o ingresso de fluidos orais durante um curto espaço de tempo; consequentemente, a irritação causada pela microinfiltração é minimizada. Usa-se quando não se concluiu o trabalho com o paciente, ou seja, tem cimentação e forramento temporário, tem menor resistência, o pó tem grânulos maiores (os finos tem maior resistência). Serve para fazer curativo e para fixar uma prótese provisória, até a definitiva ficar pronta.

TIPO II: Cimentação e forramento permanente; é indicado para cimentação de longa duração de próteses fixas. Os cimentos são também algumas vezes difíceis de manipular na cavidade oral. A espessura do filme de alguns produtos tende a ser grossa, e a remoção dos excessos após a presa pode ser difícil. Por estas razões, o uso dos cimentos de OZE para aplicações de longa duração está limitado a situações nas quais a sensibilidade dentinária será um problema. Uma excelente aplicação para esses cimentos é a de servir como agente de Cimentação de curto ou médio prazo de próteses fixas ou próteses parciais fixas provisórias de acrílico. Entretanto, eles nunca devem ser usados para a cimentação provisória de uma prótese fixa definitiva, já que eles podem dificultar a remoção sem alterar a integridade do preparo dentário ou da prótese.

TIPO III:Restaurações temporárias e como base para isolamento térmico. Ele é do tipo pasta-pasta, e possui função sedativa, devido a sua consistência, ele pode ser usado em cavidades rasas, muito usado em obturação de canais. Os materiais usados para restaurações temporárias devem durar de alguns dias a algumas semanas, no máximo. Eles podem promover um tratamento restaurador temporário enquanto a polpa cicatriza ou até que uma restauração definitiva seja fabricada e cimentada.

 TIPO IV : Forramento de cavidades (espessura fina); é indicado para restaurações intermediárias. A experiência clínica com este tipo de material indica que ele pode servir como restaurador por pelo menos um ano. Para alcançar as propriedades necessárias para seu uso, uma quantidade suficiente de pó deve ser adicionada até que adquira alguma rigidez, com consistência semelhante à massa de vidraceiro.

Características TIPO 1 E TIPO 2:

  • Ação sedativa e anti-séptica( curativo universal);
  • Biologicamente compatível;
  • Vedamento efetivo contra infiltração;
  • Bactericida e bacteriostático;
  • Tipo II é mais resistente a compressão e tempo de presa é mais rápido que o I;
  • Indicado no tratamento expectante (Na adequação do meio e como curativo universal).

Propriedades:

Físicas, químicas e biológicas

  • Resistência Mecânica – 3 a 55 Mpa – fórmula – uso
  • Um dos menos irritantes – pH= 7- 8 – mesmo na inserção. Ele é irritante para a mucosa (ele faz ela arder: lábios, mucosas), não irrita dentina (é altamente compatível), só não pode ser usado com micro-exposição pulpar (irrita a polpa). Quem é irritante é o eugenol.
  • Selamento marginal: Mesmo sendo o provisório, ele se adapta bem na cavidade e nas margens, impedindo a infiltração marginal. Por isso ele é muito escolhido.
  • Ação sedativa e anti-séptica: Se o paciente tem muita sensibilidade, ele anestesia, deixando-a sem sensibilidade. Além de dificultar a proliferação bacteriana.
  • Curativo universal
  • Alta solubilidade no meio bucal (tipo I): O tipo I, não deve passar mais de uma semana como curativo, ele começa a fraturar nas margens. Se é um paciente que se conhece, e que sabe que tem uma boa higiene e que ele irá voltar, então coloca o I, se não conhece coloca o II. O I é mais fácil de remover.
  • Incompatibilidade com resinas compostas: Em contato com o eugenol fica mais amolecida, não toma presa facilmente. Como ele é branco, pode transparecer através da cor da resina.

Indicações:

  • Restaurações temporárias (tipo I)
  • Restaurações permanentes ( curativo de demora, tratamento expectante ou não) – tipo II
  • Restaurações Intermediárias (tipo IV)
  • Forradores cavitários (tipos I,II,III,IV)
  • Bases para isolamento térmico (tipos I,II,III,IV)
  • Cimentação temporária e permanente
  • Obturação de canais radiculares (III)
  • Cimentos periodontais (cirúrgicos)

Tempo de presa

De acordo com as especificações do fabricante

Já está bem estabelecido que o mecanismo de presa dos materiais à base de OZE consiste na hidrólise do óxido de zinco e uma reação subsequente entre o hidróxido de zinco com o eugenol para formar um quelato.

A água é necessária para iniciar a reação, além de ser um subproduto da mesma. Por este motivo a reação ocorre mais rapidamente em um ambiente úmido.

A reação de presa é acelerada também pela presença do acetato de zinco diidrato, que é mais solúvel que o Zn(OH)2 e que pode suprir os íons zinco mais rapidamente.

O ácido acético é um catalisador mais ativo que a água para a reação de presa porque aumenta a velocidade de formação de hidróxido de zinco.

Altas temperaturas atmosféricas também aceleram a reação de presa.

Quanto maior a proporção P/L, mais rápido o material tomará presa.

O resfriamento da placa de vidro reduz a velocidade da reação de presa, a não ser que a temperatura esteja abaixo do ponto de orvalho. Abaixo desse ponto, a água condensada é incorporada à mistura e a reação de presa é acelerada.

O tamanho da partícula afeta a resistência. Em geral, partículas menores correspondem a um cimento mais resistente e aumenta a velocidade de presa.

Resumindo o tempo de presa será mais rápido devido ao ambiente úmido, composição química (presença do acetato de  zinco diidratado, adição de ácido acético ou maior quantidade de água), alta pressão atmosférica,  resfriamento da placa de vidro, partículas menores, maior proporção P/L e variação do fabricante.

Manipulação

  • Pó e líquido proporcionados são incorporados sobre a placa de vidro, até a consistência ideal: fluída ou espessa
  • Proporcionar pó e líquido e espatular (geralmente 1 medida do pó para uma gota-espessa e 1 medida do pó para 2 gotas a fluida) cada parte uma por uma até atingir uma consistência de ” massa de vidraceiro”.
  • Inserir o material na cavidade com espátula de inserção n°1;
  • Tempo de presa – fabricante – e varia com: tamanho da partícula, relação pó e líquido, velocidade de manipulação e composição química
  • A presa é lenta, o material poderá ser acomodado com bolinha de algodão levemente umedecida com água.
  • Material levado à cavidade, espátula de inserção, de uma só vez, condensado
  • Se for utilizado matriz, e cunhas deve ser retirada somente no final do preparo.

Marcas Comerciais

  • TIPO I: OZE, Odahcam, Pulpo-san, Caulk ZOE, Trial cement, Pulpo-protex
  • TIPO II: IRM, Temp bond, Temrex
  • TIPO III: ZEBAC, Optow alumina-EBA, Ultrafill, Zebacem
  • TIPO IV : CAVITEC, Temrex extra

 


Hidróxido de Cálcio
Materiais Dentários - Introdução ao Estudo

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12 Comentários "Cimento de Óxido de Zinco e Eugenol (OZE)"

  1. Thais_rakelly 12 de abril de 2012 às 11:59 am · Responder

    Legall heinn!
    Gosteii-

  2. Thais Tenrreiro 18 de abril de 2012 às 3:56 am · Responder

    boooooooooooom muito bom! 

  3. drDY 15 de maio de 2012 às 8:38 pm · Responder

    Pq alguns autores (K.Anusavice p.e.) dizem que IRM é tipo IV?
    Qual a diferença entre os líquidos?Um tem óleo de algodão, outro de amêndoa, outro de cravo da Índia…?
    E o que é Bálsamo do Canadá?

  4. Odione Ribeiro 28 de agosto de 2012 às 6:03 pm · Responder

    Parabens pela iniciativa.

  5. Maria Lúcia Sousa Lima 23 de outubro de 2012 às 2:14 am · Responder

    gostei …

  6. Edna Leonardo 31 de dezembro de 2012 às 1:26 am · Responder

    muito bom.

  7. Vaneza Silva 10 de maio de 2013 às 8:59 pm · Responder

    Aaaaaaaaamei!

  8. Isadora Seffair 16 de maio de 2013 às 4:56 am · Responder

    Super interessante! Obrigada

  9. Amanda Soane 20 de maio de 2013 às 3:35 pm · Responder

    Excelente conteúdo!

  10. Ana 6 de novembro de 2013 às 5:08 pm · Responder

    muito bom, otimas explicacões. parabens

  11. Fernanda 13 de fevereiro de 2014 às 10:24 pm · Responder

    e depois da aula tenho certeza que vcs irao acertar pergunta que caiu no concurso da prefeitura de sao jose do rio preto/2011 rsss! Obrigada amigo, provei como foi util sua postagem ;o)

    Cimento que é geralmente dispensado na forma de pó e
    líquido, embora exista a forma de duas pastas. Seu pH é de,
    aproximadamente, 7 no momento da aplicação, o que faz
    com que ele seja potencialmente o menos irritante de todos
    os materiais dentários. Seus tipos permitem que sejam utilizados
    para restaurações temporárias, restaurações provisórias,
    cimentações provisórias e cimentação de longa duração. Essa
    é a descrição do cimento do tipo
    (A) hidróxido de cálcio.
    (B) óxido de zinco e eugenol.
    (C) compômero.
    (D) resinoso.
    (E) fosfato de zinco.

    resp.: b

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