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Aparelho Ortodôntico HAAS

Postado por: | 24 de junho de 2012 | Aparelhos Ortodônticos, Ortodontia, Resumos - 3 Comentários

Aparelho de ancoragem mucodentossuportada com estrutura metálica e duas porções de resina acrílica bilaterais, unidas por um parafuso expansor na região da linha média palatina.

Pode ser confeccionado com:

  • Bandas nos primeiros molares e pré-molares superiores.
  • Bandas nos primeiros molares e grampos de retenção nos caninos (decíduos), primeiros pré-molares, ou primeiros molares decíduos.
  • Bandas nos primeiros molares e um fio (x) contornando por vestibular todos os elementos posteriores envolvidos pelo aparelho (permanentes ou decíduos).

O Haas pode ser:

  • Com grade palatina: Nos casos de mordida cruzada posterior e aberta anterior;
  • Com gancho: nos casos de necessidade de uma tração reversa (feita com a máscara facial ou com o Sky-Hook) pode-se confeccionar com ganchos na região vestibular dos caninos superiores;
  • Com molas (digitais, simples ou duplas):  Nos casos em que um ou mais dos anteriores precisarem de uma movimentação maior;
  • Com expansor borboleta: Destina-se a dilatação da parte anterior da maxila em forma de leque;
Objetivos:

O objetivo da expansão palatal rápida é a obtenção de excelente separação da maxila. Com a reparação da sutura rompida, ocorre aumento permanente na dimensão maxilar transversa e também diversos benefícios que serão alcançados pela expansão palatal bem sucedida, tais como:

a) promoção do crescimento da mandíbula até o pleno potencial genético.
b) fisiologicamente , a respiração nasal é melhorada como resultado do aumento concomitante na largura da cavidade nasal
c) aumento espontâneo, permanente e significativo na largura do arco dentário inferior
d) implicações relativas à saúde da ATM são relevantes e óbvias devido a mandíbula buscar sua posição mais confortável em repouso ou funcional
e) tração dos músculos mastigatórios e orofaciais em uma direção mais favorável e acentuação do crescimento da musculatura orofacial, propiciando um efeito favorável no crescimento dos maxilares, alinhamento dentário e estética dentolabial.
f) uma vez que as bases dentárias possuem uma melhor relaçào, na maioria dos casos, a necessidade de movimentação dentária durante a correção ortodôntica é bastante reduzida.

O APARELHO: DESENHO E PRÁTICA CLÍNICA

Componentes
1) barras de conexão palatinas (construídas com fio 1.2mm de espessura), soldadas nas duas bandas de cada hemiarco (1o mol. e 1o pré-mol. ).
2) botão acrílico, assentado sobre a abóbada palatina.
3) parafuso, elemento ativo do aparelho, o qual imerge na porção acrílica exatamente sobre a rafe palatina.1 (Fig.1A) O aparelho empregado para estágios de dentadura decídua e mista recebe uma pequena modificação. Contém apenas duas bandas na região posterior, sendo adaptadas no 2º molar decíduo ou 1º molar permanente. O dente de ancoragem anterior, o canino decíduo, não recebe banda, e sim, uma extensão da barra de conexão que abraça este dente à semelhança de um grampo em “ C ”. ( Fig.1B)

Prática clínica
O procedimento clínico da expansão rápida da maxila inclui uma fase ativa, que libera forças laterais excessivas e outra passiva de contenção. A primeira tem início 24 horas após a instalação do aparelho e implica em acionar o parafuso uma volta completa por dia, 2/4 de volta de manhã e 2/4 de volta à tarde, até a obtenção da morfologia adequada do arco dentário superior. A fase de ativação estende-se de 1 a 2 semanas, dependendo da magnitude da atresia maxilar. Já a fase passiva do tratamento compreende a manutenção do aparelho na cavidade bucal por 3 meses, período em que se processa a reorganização sutural da maxila e as forças residuais acumuladas são dissipadas. Passado esse tempo, o aparelho expansor é retirado e substituído por uma placa acrílica palatina de contenção removível, por um período mínimo de 6 meses.

Indicações (segundo Andrew Haas)
- 50% – A) deficiências maxilares reais e relativas.
- 10% – B) estenose nasal grave*.
- 10% – C) classe III cirúrgica e não cirúrgica e pseudo- classeIII (funcional).
- 2% – D) paciente com fissura do palato madura.
- 10% – E) problemas de comprimento de arco em caso de bom padrão.
- 8% – F) onde o deslocamento anterior da maxila é desejável em casos de boa largura
- 10% – G) caso de mordida esquelética profunda para aumento vertical

* HAAS preconiza expansões mínimas de 12 mm.
Obs: não há contra-indicações à expansão rápida da maxila.

A expansão rápida da maxila em pacientes após a fase de crescimento está indicada para pacientes até aproximadamente 30 anos de idade, boa saúde periodontal, com necessidade, no máximo, de expansão moderada da maxila ao nível ósseo, e que aceitem um provavél desconforto inerente ao processo.

Indicações da expansão rápida assistida cirurgicamente
1) pacientes acima de 30 anos que necessitem de aumento transversal da maxila.
2) necessidade de grande expansão óssea.
3) Perda óssea horizontal, mesmo que
dentro dos limites aceitáveis para um tratamento ortodôntico convencional.
4) não aceitação pelo paciente do desconforto provável durante a evolução da expansão.
5) atresia unilateral real da maxila.
6) tentativa prévia , porém sem êxito, da expansão rápida ortopédica

CONFECÇÃO

Seqüência laboratorial do disjuntor fixo tipo HAAS 4 bandas
1) Após obtido o modelo de trabalho superior bandado, fixar um bloco de cera utilidade no centro do modelo, para que este sirva de apoio para as bandas (Fig. 1A, B)
2) Utilizando-se um fio 1,2 mm contornar, com alicate Trident, de canino a 2º molar de ambos os lados da arcada, e com a cera nº 7 fixá-los sobre o modelo (Fig. 2 a 8 )
3) Para a confecção das barras de conexão, que são em número de 4, faz-se um ângulo de 90º em cada fio (1,2 mm), posicionando-os sobre o bloco de cera, de tal odo que cada fio esteja afastado de 2 a 3 mm da linha média do modelo de trabalho, direcionando-se para suas respectivas bandas (Fig. 9 a 13)
4) Com utilização da cera nº7, fixar as barras sobre o bloco de cera (Fig. 14 a 17)
5) Molhar o modelo já com os fios fixados
6) Colocar revestimento sobre os fios com
exceção da área a ser soldada (Fig. 18)
7) Deixar secar por alguns minutos
8 ) Solda: utiliza-se fluxo para solda prata na
região a ser soldada, a mesma com maçarico, unindo dessa forma a solda (Fig. 20 a 23)
9) Retirar o revestimento e cera com água fervente (Fig. 24)
10) Lavar os fios com pedra pomes não retirando-os do modelo (Fig. 25)
11) Fixar com cera nº7 o expansor no centro do modelo (Fig. 27)
12) Isolar o modelo (Fig. 28 )
13) Colocá-lo submerso em água por alguns minutos, para hidratação (Fig. 30)
14) Acrilizar (Fig. 31 a 38 )
15) Limpar solda, desgastar o acrílico (exceto na face palatina) , cortá-lo ao meio com disco de carburundum e lixá-lo (Fig.40 a 46)
16) Polimento químico (Fig. 47)

 

Fonte: PEO e Dental Press

As 6 chaves de oclusão de Andrews
Anatomia Dental - Características Dentais

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3 Comentários "Aparelho Ortodôntico HAAS"

  1. Otilia Josviaki 19 de setembro de 2012 às 12:02 am · Responder

    Olá Daniel, estou no último período de Técnico em Prótese Dentária em Ponta Grossa, Paraná.Achei muito interessante o blog.Foi excelente, para um trabalho que estou fazendo sobre Extensores.Parabéns e sucesso.

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  1. OdontofoGUIA! #58 | Medo de Dentista

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