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Amelogênese

Postado por: | 14 de fevereiro de 2012 | Histologia Oral, Resumos - 3 Comentários

1.Introdução

Esmalte é o tecido de origem ectodérmica que recobre a coroa do dente. É formado pelo órgão dental. Na etapa que precede a formação dos tecidos duros (dentina e esmalte), o órgão do esmalte originado do epitélio estratificado oral primitivo, consiste de quatro camadas: o epitélio externo do órgão dental, o retículo estrelado, o estrato intermediário e o epitélio interno do órgão dental (camada ameloblástica). As diferentes camadas epiteliais do órgão dental são denominadas de acordo com sua morfologia, função ou localização.

2.Orgão dental

2.1 – Epitélio Dental Externo: Pouco antes da formação das estruturas duras, essa única camada de células cubóides (epitélio externo) apresenta-se de forma irregular, não se distinguindo facilmente do retículo estrelado. Imediatamente antes de iniciar a formação de esmalte, as células do epitélio externo desenvolvem vilosidades e os capilares do tecido conjuntivo que envolve o órgão dental proliferam e invadem estas vilosidades, promovendo um suprimento nutritivo abundante para o epitélio interno do órgão dental.

2.2 – Retículo Estrelado: Essas células possuem longos prolongamentos unidos por desmossomos entre si e com as células do epitélio externo do esmalte e o estrato intermediário. A grande quantidade de substância intercelular torna-o resistente, elástico, atuando como um provável amortecedor contra as forças físicas.

2.3 – Estrato Intermediário: As células desse extrato estão situadas entre as células do retículo estrelado e as do epitélio interno e estão dispostas em uma a três camadas. Estão unidas por desmossomos entre si, e com as células contíguas do retículo estrelado e do epitélio interno do esmalte. Estas células são caracterizadas pela alta atividade de uma enzima: a fosfatase alcalina – que é de importância fundamental para a mineralização da matriz orgânica. Assim, as células do estrato intermediário juntamente com as do epitélio interno devem ser consideradas como uma unidade funcional responsável pela formação do esmalte.

2.4 – Epitélio Interno: Essas células, antes de começar a formação do esmalte, no estágio de campânula sofrem modificações quanto a forma: de células cúbicas (epitélio de revestimento) assumem a forma cilíndrica e se diferenciam em ameloblastos (epitélio secretor) que produzem a matriz do esmalte.

3.Processo de formação

O processo de formação do esmalte envolve 3 estágios:
1º – secreção da matriz
2º – maturação
3º – deposição de maior quantidade de sais minerais e perda da porosidade.
1º – Secreção da matriz: é o estágio formativo executado pelos ameloblastos. A secreção da matriz orgânica ocorre numa proporção diária de 0,023 mm/dia. Essa matriz sofre mineralização de imediato com cerca de 65% de água, 20% de material orgânico (amelogenina e enamelina) e 15% de material inorgânico (cristais de hidroxiapatita). Essa secreção continua até quase a deposição de sua espessura total. Os cristais depositados nessa matriz são placas de hidroxiapatita finas e alongadas. A matriz passa então ao segundo estágio.

2º – Maturação: consiste no crescimentos dos cristais minerais e perda de proteína e água. A maturação inicia-se no centro de crescimento praticamente ao mesmo tempo que o esmalte atingiu sua espessura máxima. A maturação prossegue na proporção de 0,04 a 0,05 mm/dia, portanto muito mais rápida que a secreção da matriz. Nesse estágio há remoção do material protéico onde se retira toda a amelogenina restando apenas a enamelina e parte da água também é perdida tornando o esmalte mineralizado mas ainda bastante poroso.

3º – Adição de mais minerais à matriz e perda da porosidade, após a erupção, quando o dente está na cavidade bucal, o esmalte continua incorporando minerais obtidos da saliva, permitindo o crescimento dos cristais e consequentemente perda da porosidade.

4.Fisiologia da amelogênese

As células do epitélio dental interno, durante sua diferenciação, passam pelas seguintes etapas:

4.1- Fase de células indiferenciadas ou etapa morfogenética: antes da completa diferenciação dos ameloblastos, ocorre uma interação com as células mesenquimais (células da papila dentária), determinando a forma da junção dentina-esmalte e da coroa. As células são curtas e cilíndricas, com núcleos grandes, ovais, que ocupam quase todo o corpo celular.

4.2 - Etapa organizadora ou de pré-ameloblasto: até esta fase, as células do epitélio interno recebem nutrição da papila dentária. estas células do epitélio interno (epitélio de revestimento) tem ação indutora sobre as células periféricas da papila que assim, acabam por diferenciarem-se em odontoblastos. Ocorre a deposição da primeira camada de matriz de dentina por estes odontoblastos. Então, as células do epitélio interno terão que buscar nutrição do saco dentário. Portanto, as células do epitélio interno sofrerão inversão de sua polaridade, ficando o núcleo voltado para o estrato intermediário que caracteriza a 3a. etapa.

4.3 – Etapa formadora ou de ameloblasto adulto: após a formação da 1a. camada de dentina e que os ameloblastos se tornam adultos, isto é, células secretoras, pois a presença da matriz de dentina é necessária para o início de formação da matriz do esmalte. A partir desse momento, os ameloblastos estarão em condições de começar a formar a matriz de esmalte. Os primeiros ameloblastos surgem ao nível da futura cúspide e os últimos pertencem a futura região cervical do dente. Cada ameloblasto formará um prisma e a sua bainha.

4.4 – Etapa de mineralização: durante a mineralização do esmalte, os ameloblastos são levemente reduzidos no comprimento, apresentam microvilosidades em suas extremidades distais e vacúolos citoplasmáticos e apresentam assim, função de absorção.

4.5- Etapa protetora: quando o esmalte se apresenta completamente formado, os ameloblastos juntamente com as células do epitélio externo, retículo estrelado e estrato intermediário formam então um revestimento epitelial estratificado do esmalte, o chamado epitélio reduzido do esmalte. Esse epitélio possui função de proteger o esmalte maduro, separando-o do tecido conjuntivo do saco dentário até a erupção do dente.

4.6- Etapa desmolítica: o epitélio reduzido do esmalte parece exercer uma ação desmolítica sobre o mesênquima do saco dental, permitindo que o dente avance em direção a cavidade bucal. Quando encosta no epitélio que reveste esta cavidade ocorre a fusão dos dois epitélios (epitélio reduzido e oral).

5.Desmineralização e Remineralização

O esmalte é freqüentemente desmineralizado, por exemplo: refrigerante (pH ácido). Entretanto, o mesmo se remineraliza, cujos minerais são obtidos da saliva.

Fonte: Foar.Unesp

Dentinogênese
Esmalte

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3 Comentários "Amelogênese"

  1. Patrícia Montes 17 de abril de 2013 às 12:24 am · Responder

    :)

  2. Renato Zanetti 14 de junho de 2013 às 10:52 am · Responder

    Parabéns ótimo Caráter.

  3. Mariana Model 3 de dezembro de 2013 às 12:02 pm · Responder

    NAO GOSTEI N TEM IMAGENS

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